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Resenha: “Operation Elop”

Com este post, este blog passa a entrar em modo read-only; tudo que não envolver o SCH da Anatel, e for para o Notas Pinguins, ficará para a newsletter ou para as nossas redes sociais.

Finalmente terminei Operation Elop, a tradução para o inglês do livro finlandês Operaatio Elop, de Merina Salminen e Pekka Nykänen. É o tipo de leitura ideal para ereaders e tablets.

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Tem a história da tradução, um daqueles exemplos de ex-funcionários que resolvem manter viva a memória da empresa onde trabalharam.
Tem os comentários de Andrew Orlowski e de Steve Lichtfield, ambos bem mais versados nas coisas da “velha Nokia” do que eu (e provavelmente vocês, leitores e leitoras, vamos ser bem honestos aqui).

Agora, os comentários deste pinguim, do que cabe neste blog.


Há um monte de motivos para culpar o pior CEO da história, nenhum deles envolvendo Stephen Elop sendo um cavalo de Tróia de Steve Ballmer. Mas os problemas da Nokia não começaram com ele, embora nenhum outro CEO tenha errado tanto quanto Elop errou. (O que é um bom momento para lembrar que Elop foi escolhido pelo conselho de administração da Nokia, que é o órgão supremo de qualquer empresa, e que do conselho de administração da época só sobrou um membro, o que diz muito sobre o resultado das escolhas do conselho.)

Devemos lembrar que os problemas da relação entre Nokia e Linux já eram conhecidos antes da chegada de Elop: a fraqueza nas disputas internas, a complicadíssima relação entre a empresa e os projetos/desenvolvedores, o desastre da união Nokia/Maemo+Intel/Moblin (baseada num cálculo errado do seu antecessor Olli-Pekka Kallasvuo). O canadense não foi muito diferente de OPK e Jorma Ollila em termos do tratamento dos projetos Linux, porque o Linux móvel nunca foi uma prioridade da Nokia, e mesmo quando se transformou em produto, sempre foi visto mais como uma “brincadeira” ou “experimento” do que algo que a Nokia pudesse levar (e vender!) a sério.

Então, o que pode ser debitado de Elop na conta de “erros envolvendo Linux e Software Livre?”

As “contribuições únicas” de Stephen foram:

  • o infame memorando Burning Platforms – e, sem entrar no ponto pacífico da ideia central do memorando em si ser um erro monumental que custou a saúde financeira da Nokia no momento em que ela mais precisava e criou o atual duopólio dos smartphones, o resultado de ter jogado o Meego ao mar junto com o Symbian, sendo que eram dois casos completamente diferentes.
  • o Meltemi, que pareceu mais um projeto para ocupar desenvolvedores e evitar que eles fossem embora da Nokia do que algo que a direção da empresa esperava que se transformasse em produto (apostar contra a Lei de Moore em 2012, quando ela estava mais ativa no mundo móvel? Seriously?).

Sim, Elop deu o tiro de misericórdia no Linux móvel na Nokia, mas a vítima não estava saudável antes da chegada do CEO.


A grande contribuição do livro foi e é, sem dúvida, ajudar a ter um olhar objetivo sobre o que aconteceu na Nokia entre 2010 e 2014. Deixar as teorias conspiratórias de lado e entrar em um mundo bem mais aterrador e assustador – dos grandes erros corporativos.

De passagem, o livro narra o quão próximo de se mudar de mala e cuia para o Android a Nokia esteve antes da Microsoft de Steve Ballmer apertar pela primeira vez o botão do pânico do Windows Phone.

O Sailfish (e o Sailfish X) chegam em 2018 ao Brasil

SailfishOS_logo

A Jolla lançou o primeiro post do ano no blog, falando do que está reservado para o Sailfish X em 2018.

E… olha que interessante… sobre a nova versão do Sailfish OS (grifos nossos)…

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A próxima versão do Sailfish X virá com suporte a português do Brasil

…e sobre a venda do Sailfish X para instalar no Xperia X (grifos também nossos)…

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Será que já será possível assistir à Copa do Mundo com o Sailfish X vendido no Brasil?

 

Nokia 3310 4G e Reliance Jiophone: os featurephones alcançam o paraíso do LTE

De maneira bem discreta, a HMD Global anunciou o Nokia 3310 4G na China.

Nokia-3310-4g.png

Além de LTE, Wifi e VoLTE, o Nokia 3310 4G conta com o YunOS, o fork AOSP da Alibaba, como sistema operacional, em vez do Series 30 das versões 2G e 3G; isso não significa que o Nokia 3310 4G seja um smartphone, mas sim um featurephone que roda um SO que suporta LTE.

(Certamente saberemos na MWC, quando a HMD lançar o 3310 4G para o resto do mundo, se o YunOS vai ser substituído na versão global do telefone)

Aliás, o Nokia 3310 4G não é o primeiro featurephone com LTE; o Jiophone, carro-chefe do espetacular sucesso da Reliance Jio na Índia, roda o KAI OS, que é… um fork do falecido Firefox OS.

Afinal, os featurephones precisam migrar para o LTE, certo? 5G tá aí, as operadoras querem fazer refarming das redes GSM e 3G… e nada como usar versões menores dos SO de smartphones que já existem.

 

Fairphone, F-Droid e os updates automáticos de apps

Os usuários do Fairphone Open, a versão AOSP do sistema do Fairphone 2, agora podem usar o F-Droid como loja de apps sem precisar dar voltas e mais voltas na hora da necessária atualização dos apps instalados.

É a primeira ROM AOSP que tem auto-atualização de apps sem o GMS por perto, o que é uma excelente notícia para quem quer viver uma vida Google-less, ou pelo menos open source, no Android.

Os interessados podem ler mais aqui.

A Purism começa a falar do Librem 5

Depois de um longo silêncio desde o resultado do crowdfunding, a Purism começa 2018 dando uma geral do estado do Librem 5.

Além da promessa de uma atualização de estado toda terça-feira…

  • a Purism reforçou o time do Librem 5;
  • vai mesmo usar o NXP i.MX8M (Cortex-A53) em vez do NXP i.MX6 (Cortex-A7);
  • vai compilar o Pure OS para arm64;
  • vai usar Wayland;
  • está trabalhando com GNOME e KDE na UI/UX de telefone do Pure OS;
  • ainda está completando os boards de desenvolvimento.

O dia do Raspberry Pi Zero WH

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Sem muito alarde, a Raspberry Pi Foundation lançou o Raspberry Pi Zero WH… que é o mesmo Raspberry Pi Zero W, só que com os headers GPIO pré-soldados. Com isso, o Zero WH acaba concorrendo, direta ou indiretamente, com o A+. Será que teremos uma nova versão do A+, cujo hardware não é atualizado desde 2014?

(Também aproveitou para amarrar as pontas que faltavam das novas bibliotecas GPIO, que permitem acesso remoto e o escambau.)