Uma breve e incompleta história sobre a HP no mundo Linux móvel

Com a separação da HP e o fim definitivo de qualquer ligação com o webOS talvez seja uma boa hora pra contarmos um pouco da história da casa de Bill Hewlett e David Packard no Linux móvel.

Uma observação: para os leitores mais jovens, a HP é “só mais uma”, e é mesmo. No entanto, para quem está há mais tempo neste mundinho, as duas letrinhas juntas tem uma carguinha emocional que seja, de uma empresa sinônimo de tecnologia.

No início era o nada

Durante as chamadas ‘guerras do PDA’ da primeira década deste século, a HP sempre esteve firmemente no campo Windows Mobile e não se interessou pelo pinguim.

Sempre houve, menos no Jornada e muito mais no iPaq, um movimento de instalação de Linux nos PDAs da empresa, mas nunca foi algo oficial.

A entrada pela porta da frente e a saída pela porta de trás

Um belo dia de abril de 2010, a notícia: a HP, que estava sem uma estratégia móvel desde a longa agonia do Windows Mobile, compra a Palm, ex-nau capitânea inimiga, e seu novo sistema operacional, o querido e influente webOS.

Tudo parecia bem, agora a HP entraria pela porta da frente na nova era da mobilidade e com o então filho mais querido da família Linux móvel. Nem a controversa saída de Mark Hurd da chefia executiva e sua troca por Léo Apotheker, em agosto, parecia afetar o momentum, que teve seu grande momento em fevereiro, com toda a nova linha HP webOS (incluindo o cultuado Touchpad) e promessas de conquista do mundo.

Parecia, porque em agosto de 2011, escondida num press-release mais interessado na compra da Autonomy e numa eventual separação da divisão de computadores, a bomba: a HP parou de vender dispositivos com webOS. Sobrou a megaliquidação de Touchpads a 99 dólares, liberações de código e promessas que não se cumpriram.

E, de maneira quase clandestina, a HP começou a encerrar sua primeira passagem pelo Linux móvel em fevereiro de 2013, ao vender o código-fonte do webOS para a LG, garantindo ao sistema operacional uma sobrevida nas Smart TVs da coreana – passagem, finalmente, que será finalizada em 15 de janeiro.

Andróides e chromes

Sem o webOS, Meg Whitman (que assumiu a chefia executiva da empresa em setembro de 2011) precisou de ter outra estratégia móvel para a HP. E da parte Linux-er foi, digamos, bem simples: telefones, tablets, all-in-ones(!) e notebooks(!!) Android quase stock e Chromebooks; na sua grande maioria, com o preço como principal chamariz – e com alguns dispositivos que saem do “meh”, como o Chromebook 11.

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