Os limites da Quantum e os avanços da Positivo

Sobre o lançamento da Quantum:

No final, a relação Quantum/Positivo se parece mais com a ZUK/Lenovo do que com OnePlus/Oppo ou Xiaomi – uma “startup interna” dentro de uma grande empresa que se torna a sua “marca internet”. O que é mais revelador das ideias da Positivo do que das ideias da Quantum.

A Positivo sabe que precisa estar no mercado de venda direta de smartphones e acessórios ao consumidor, e também sabe que não pode fazer isso diretamente para não criar problemas com os seus canais tradicionais no varejo offline. Além disso, sabe (via lançamento do Kindle pela Amazon) que o brasileiro abraçou o showrooming com força, que precisa testar o aparelho, tê-lo na mão, antes de comprar online. E sabe que não quer trilhar o caminho de outras OEMs nacionais, que estão contentes em disputar o mercado de tablets ultrabaratos em eternas promoções nas lojas e/ou telefones vendidos em baciões de lojas de informática.

Por isso as limitações da Quantum: quiosques apesar de ser uma marca online, preço num mundo de fandoms e o mínimo de customização num mundo de ROMs altamente customizadas. “Smart é você” é, além de uma chamada a um público disposto a não gastar muito para ter um telefone bom o suficiente (e, portanto, competir com Xiaomi e Asus por essa galera), um novo grito de guerra para a própria Positivo.

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