A era do marketing dos cores

Excelente texto no Hipertextual: “Nos pedem um processador de oito núcleos por uma mera questão de marketing”

Os há mais tempo nesse planeta vão se lembrar que, no final dos anos 90 e início dos anos 2000 (ou seja, há alguns milênios atrás), Intel e AMD entraram numa corrida para disputar quem tinha o chip que rodava mais rápido; esta corrida só parou quando a física entrou em campo pra avisar dos limites do aumento de megahertz e todos acabaram adotando tecnologias de vários núcleos.

Pula para 2015-2016: a corrida agora é ter mais núcleos. A competição insana no mercado chinês tornou a quantidade de cores (e o resultado no AnTuTu, mas isso não vem ao caso neste post) que o telefone carrega essencial para manter-se competitivo na mente dos compradores, ser notado nas redes sociais, não ser ridicularizado nas resenhas de sites especializados etc etc etc. Mesmo que a vantagem em adicionar esse tanto de núcleos seja bem pequena. O importante é ter 6, 8, 10 cores e propagandear isso.

Ah sim: a matéria contém conversas com executivos da Qualcomm, e a Qualcomm tem sérios problemas nos seus chips octa-core (oi Snapdragon 615! oi Snapdragon 810!) e sofre muito na mão da Mediatek (e da Samsung, no caso do 810) neste nicho. Mas, por exemplo, a lei de Amdahl continua valendo independente da nossa opinião sobre número de núcleos.

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