Do que (até agora) nos interessou na MWC 2016

É quase (alguns tirariam o quase) impossível falar de MWC em um post só, principalmente em um post resumo, ainda mais no meio da feira em si. Mas vamos tentar. E, se precisar, vamos fazer outro post, paciência. (Para facilitar, na medida do possível, falaremos de marcas com presença no Brasil.)

A LG, no ano do “vai ou racha”, apresentou o G5 com diversos amiguinhos. Não satisfeita em colocar praticamente tudo que alguém gostaria de ter num smartphone flagship de 2016, lançou diversos acessórios, incluindo câmera e headset VR e robôs que rolam à la BB-8.
Bom, funcionou com a Samsung em outros tempos. Vamos ver se agora é a vez da LG. Mas eu gostei da solução da bateria removível. Parece um cartucho. E eu gosto de cartuchos. Acho que joguei Atari 2600 demais.

Enquanto isso, a Samsung refinou a fórmula do S6 com o S7 e o S7 Edge: trouxe de volta o microSD e a resistência à água, mas não a bateria removível. E também faltou o USB Tipo C. Por outro lado, menos megapixels por melhores fotos com pouca luz – porque, afinal, era o único motivo pras pessoas ainda comprarem câmeras point-and-shoot.
Não sei se vai ser o suficiente pra trazer de volta o público hardcore que não topou o S6. Mas pelo menos tem microSD de volta. Já é quase a velha Samsung, que dava aquilo que o público nunca teria na Apple.

A Sony não lançou nenhum Z6 (e parece que não vai lançar nenhum Z6), mas em compensação lançou toda uma nova linha: XA, X e X Performance.
O X Performance talvez seja o mais promissor: Snapdragon 820 num tamanho de 5″ (e tela Full HD). Mas é óbvio que, em se tratando de Sony, tem a questão do preço. E a Sony em termos de preço fora da realidade anda decuplicando a meta.

A Alcatel OneTouch, ops agora é só Alcatel, apresentou os Idol 4 e 4S.
Se 2016 será o ano dos supermédios, e tudo leva a crer que sim, não tem problema nenhum uma marca ter um Snapdragon 652 no flagship, caso do 4S.

Pra terminar: A Lenovo deu uma dica do posicionamento da linha Android dela. A ZTE lança um telefone em que a versão Lite tem leitor de digitais e a versão full não tem.

BÔNUS: A Cyanogen lançou o MOD para Cyanogen OS (que não é o CyanogenMod)… que é, basicamente, o veículo para a integração dos apps Microsoft no sistema. Não que isso realmente surpreenda. Acho que o que vai surpreender é se chegarmos no Natal de 2016 e a Microsoft NÃO tiver comprado a Cyanogen Inc.

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