O meio do caminho do Purism Librem 5

Continuando a seguir a saga do crowdfunding do Purism Librem 5.

Faltando menos de um mês para terminar, o Librem 5 ultrapassa a importante marca de 50%; quando este post foi publicado, faltando 25 dias, estava em 54,57%.

O caminho parece mais livre do que há alguns dias atrás, mas ainda assim toda ajuda é bem-vinda, como é o caso do apoio explícito do postmarket OS.

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O Purism Librem 5 e os dois grandes desktops Linux

O Librem 5 consegue dois apoiadores de peso: se semana passada o KDE anunciou parceria com a Purism para portar o Plasma Mobile, esta semana a Fundação GNOME anuncia que também será parceira da Purism para que as tecnologias GNOME/GTK funcionem bem no telefone livre.

Faltando 33 dias e chegando a um terço do 1,5 milhão de dólares de meta, o crowdfunding do Librem 5 precisará de todo apoio que conseguir.

Sailfish X: é possível ter um Sailfish OS (se você tiver um Xperia X em alguns países)

Na MWC deste ano, a Sony e a Jolla anunciaram uma parceria para levar o Sailfish a alguns telefones Xperia, começando pelo Xperia X, o reboot da linha de telefones da empresa japonesa, que também estava saindo na mesma feira (que em Xperia-time, é duas gerações atrás).

Depois de um ano inteiro de trabalho, a Jolla finalmente anuncia o início das vendas do Sailfish X, o Sailfish OS para Xperia X (para daqui a duas semanas).

Vai custar 49,90 euros, vai estar disponível em alguns países da Europa (e talvez EUA e Canadá), algumas coisas ainda não estão funcionais (Bluetooth, leitor de digitais etc), e ainda falta cumprirem a promessa de liberarem o código (mas daqui a duas semanas alguém cobra).

Xiaomi Mi A1: a volta do Android One e o espólio dos Nexus

O Google não pode ser acusado de não tentar emplacar o Android One. Se não deu certo na primeira, na segunda, na terceira… vez, tente outra vez.

Melhor ainda… chame a Xiaomi, que se recuperou particularmente na Índia, e entregue o Mi A1: a primeira incursão do Android One a sério na gama média (bateu na trave com a General Mobile e com a Sharp, mas não era tão explícito) com Snapdragon 625, tela 5,5″ Full HD, 4GB/64GB, câmera dupla de 12 megapixels e… Google Android Nougat (sem MIUI, obrigado Google!) com promessa de Oreo ainda este ano e promessa de ser um dos primeiros com Android P(Pudim! Pudim!).

Google e Xiaomi calibraram bem o Mi A1 para que o topo de linha Android One sirva, também, para ocupar o espaço vazio desde o fim da linha Nexus, de aparelhos com Google Android (sei, sei, tem uma ou outra coisa da Xiaomi) a preços mais em conta… e ainda chega antes do rumoroso Nokia 7. Tendo em vista que este blog é viúva da linha Nexus, não estamos reclamando.

O preço, na Índia, está em 14990 rúpias, ou 235 dólares, ou 735 reais.

E, apesar do lançamento ter sido na Índia, o Mi A1 vai ter um lançamento global forte – como tudo da Xiaomi desde 2015, o Brasil foi hugobarrado no baile.

O Android Central tem um preview bem bacana, mas estamos na era dos vídeos instantâneos no Youtube, então divirtam-se.

A aposta da Nokia/HMD Global no Oreo

Uma das promessas da HMD Global ao trazer de volta os smartphones Nokia foi manter toda a linha atualizada. Até agora tem conseguido, mesmo que o Nokia 3 tenha demorado mais que o esperado. Então parece justo que a próxima parada seja a distribuição de Oreos.

Detalhe para Juho Sarvikas, o gerente de produto da HMD, não prometendo datas… o que faz todo sentido enquanto o Project Treble não vem a todos salvar (ou pelo menos facilitar o trabalho de atualização, ou mesmo de flashar ROMs de terceiros).

Do que chamou nossa atenção na (pré)IFA 2017

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Sempre a pré-IFA, que são os press days, são mais interessantes que a IFA em si… mesmo sendo uma IFA em que nada de surpreendente aconteceu.

Porque estamos perto do Natal, e a IFA é uma feira enorme e que não é centrada em smartphones e tablets, é a hora perfeita de mostrar algumas atualizações: a Samsung anuncia novas versões dos seus wearables Tizen (este ano, Gear Sport e Gear Fit2 Pro), a Acer anuncia um novo Chromebook (este ano, uma nova versão do Chromebook 15), a LG anuncia novo topo de linha da série V (o V30 não tem mais segunda tela e o outro chaebol adota a tática da Sony de duas iterações anuais do seu topo de linha), a Sony atualiza mais uma vez seus topos de linha (voltou o Compact, oba!) e sua gama média, a volta da linha Moto X (e depois de dois anos de ausência, e da maneira Lenovo de fazer as coisas), uma edição especial do Blackberry KeyONE (a “Black Edition”)…

Mas volta e meia tem coisas inesperadas acontecendo…

Sky, V, Quantum, Mediatek e o futuro

No difícil mercado brasileiro de smartphones de 2017, parte do trágico mercado brasileiro de 2017, a Quantum continua sendo um raro caso de sucesso.

Na terça à noite, a Quantum lançou seus novos topos de linha: Quantum Sky e Quantum V. Já sabíamos da base do hardware do Sky, já o V vem com um projetor embutido – e custa 1799 reais.

Independente da questão se projetor embutido no celular é uma boa ideia ou se é um caso típico de modularização, 1799 reais joga a Quantum para um patamar próximo da gama mais alta… onde acontece um pequeno e desimportante probleminha chamado Mediatek… e a decisão da empresa de responder “compra um telefone novo” a quem pergunta “vai ter versão nova do Android pro chip X?”.

Então, se a Quantum quer vender além das verticais (onde pouco importa estas questões, porque quem vende é quem vai colocar a marca, tipo a Cielo no caso do LIO) e dos concurseiros de parças do Neymar, vai ter que começar a ajudar na pressão em cima da Mediatek feita pelo Project Treble e pela HMD Global (e pelo Google). Talvez a presença do Google na apresentação ajude nisso.