Project Treble, ou o contorno do Google nos problemas de atualização do Android

O Project Treble, anunciado hoje, é uma elegante solução de contorno para o problema das atualizações do Android; ao modularizar a base do sistema operacional e separar o low-level (leia-se drivers), garante que os fabricantes de celulares/tablets possam enviar as atualizações sem precisar esperar pelos fabricantes de SoCs e outros chips – e, no caso de mercados mais fechados ao modelo desbloqueado como os EUA, as sempre lentíssimas operadoras.

E, de bônus, traz fabricantes, tanto de celulares como de SoC e outros chips, para o AOSP, o que é ótimo.

O dia que a Nintendo quase usou Cyanogen OS no Switch

Pois é, e isso quase aconteceu mesmo.

Como a Cyanogen Inc não estava no negócio de customizar e fechar Android/AOSP para terceiros, faz todo sentido recusar (apesar da educação e da fleugma de Kirt McMaster).

Yahoo Aviate 3.0: o primeiro sinal do Android roxo

O Yahoo Aviate foi atualizado para a versão 3.0. A terceira major version do que já foi um excelente launcher contextual, ainda quando era Aviate Launcher, não foi assim tão bem recebida.

O motivo? A aparição do Smart Stream, uma espécie de Google Now da empresa de Sunnyvale.

O leitor há de convir que recriar o Google Now no Android só faz sentido lógico em duas situações: oferecer o Yahoo Aviate para fabricantes lançando dispositivos com sistemas AOSP não-Google ou… se o próprio Yahoo resolver entrar nesse mercado AOSP não-Google.

YunOS: a Alibaba vai à luta

A Alibaba é um dos grandes jogadores da internet chinesa. Causou um terremoto na Bolsa de NY. E chegou à conclusão de que precisava de um OS móvel (claro que AOSP), mesmo sabendo da absoluta confusão que é a cena Android na China.

Não que o Philips i966 tenha como único destaque ser o ponta-de-lança do YunOS: tela 2K de 5″, Snapdragon 801, dual-SIM, LTE, câmera traseira Sony de 20,7 megapixels e frontal de 8 megapixels, bateria de 3000mAh.

Além disso, tem o Meizu MX4 com YunOS – o que não é nenhuma surpresa, já que o Flyme foi usado como base pela Alibaba.

Das dores e delícias de ser um fabricante de aparelhos Android vendendo na China

Aconteceu no Japão, aconteceu na Coreia do Sul e vai acontecer na China: o momento em que eles vão parar de simplesmente copiar e começar a inovar. Sim, vai acontecer. A rigor, já era para estar acontecendo.

Mas porque não está acontecendo?

Rio Akasaka, gerente de produto do Google, tem algumas dicas nesta análise do Xiaomi Redmi 1S para o mercado doméstico.

Com tudo Google banido da China, Rio consegue captar bem a grande colcha de retalhos entre serviços de terceiros e rodas a serem reinventadas para dar ao usuário a experiência que ele espera. E tudo isso com uma pitada de camadas e camadas de segurança num mercado onde a falta de uma app store padrão criou um enorme vale-tudo entre os disputantes.

É óbvio que nem tudo são espinhos: por exemplo, há uma disputa interessante no vácuo deixado pelo YouTube. Mas fica complicado inovar quando se é necessário gastar toda a energia se equilibrando numa situação quase permanentemente instável.