A aposta da Nokia/HMD Global no Oreo

Uma das promessas da HMD Global ao trazer de volta os smartphones Nokia foi manter toda a linha atualizada. Até agora tem conseguido, mesmo que o Nokia 3 tenha demorado mais que o esperado. Então parece justo que a próxima parada seja a distribuição de Oreos.

Detalhe para Juho Sarvikas, o gerente de produto da HMD, não prometendo datas… o que faz todo sentido enquanto o Project Treble não vem a todos salvar (ou pelo menos facilitar o trabalho de atualização, ou mesmo de flashar ROMs de terceiros).

Anúncios

Sky, V, Quantum, Mediatek e o futuro

No difícil mercado brasileiro de smartphones de 2017, parte do trágico mercado brasileiro de 2017, a Quantum continua sendo um raro caso de sucesso.

Na terça à noite, a Quantum lançou seus novos topos de linha: Quantum Sky e Quantum V. Já sabíamos da base do hardware do Sky, já o V vem com um projetor embutido – e custa 1799 reais.

Independente da questão se projetor embutido no celular é uma boa ideia ou se é um caso típico de modularização, 1799 reais joga a Quantum para um patamar próximo da gama mais alta… onde acontece um pequeno e desimportante probleminha chamado Mediatek… e a decisão da empresa de responder “compra um telefone novo” a quem pergunta “vai ter versão nova do Android pro chip X?”.

Então, se a Quantum quer vender além das verticais (onde pouco importa estas questões, porque quem vende é quem vai colocar a marca, tipo a Cielo no caso do LIO) e dos concurseiros de parças do Neymar, vai ter que começar a ajudar na pressão em cima da Mediatek feita pelo Project Treble e pela HMD Global (e pelo Google). Talvez a presença do Google na apresentação ajude nisso.

 

BQ, Mediatek e os fabricantes de SoCs como vetores de desatualização no Android

Um dos pontos críticos da engrenagem necessária para atualização de qualquer dispositivo é o fabricante do SoC; o nível de integração entre os componentes do chip (CPU, GPU, modem etc etc etc) torna quase imprescindível a sua participação em qualquer tentativa dos fabricantes de dispositivos em atualizar o aparelho, seja por motivos de segurança, seja para receber novas versões.

Por outro lado, os fabricantes estão sob enorme pressão dos consumidores para lançarem atualizações para os softwares dos seus dispositivos, no mínimo, durante a vida útil de mercado do aparelho (em geral, entre 12 e 24 meses); e, para que respondam a este anseio dos consumidores, precisam do apoio do fornecedor do SoC.

E o que acontece quando o fornecedor do SoC não colabora na atualização? Ou pior: o que acontece quando o fornecedor do SoC “puxa o tapete” do fabricante de dispositivos?

Continuar lendo