Agora é a vez da Purism tentar a sorte na convergência

Um novo post com o progresso do Librem 5, desta vez focando em design. E, claro, citando “convergência”.

Além dos mockups, a colaboração com o upstream (KDE e GNOME), porque afinal é a Purism.

A opinião continua a mesma desde dezembro de 2014: convergência é uma solução em busca de um problema.

(em notas relacionadas)

O Ubuntu Touch e a convergência Ubuntu finalmente terão um enterro decente

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Mark Shuttleworth jogou uma bomba no mundinho Linux nesta quarta: para concentrar esforços onde a Canonical ganha dinheiro (cloud e IoT), vai abandonar o Unity 8 e migrar o desktop padrão do Ubuntu 18.04 (o próximo LTE) para GNOME. E, pela lógica do dominó, abandonar o Unity é abandonar o Mir (o display server) e é abandonar o Ubuntu Touch e o esforço nos telefones e a convergência.

Enquanto todos os sites especializados em Linux e software livre tentam decifrar como virão as ondas de choque dessa decisão tão inesperada, este blog faz o enterro do Ubuntu Touch, dos telefones e tablets com Ubuntu e da Convergência Ubuntu usando, pela última vez, todas as fotos que temos sobre o assunto por aqui.

Remix Singularity: a Jide tenta a sorte na convergência

Tanto o Windows Continuum quanto o Ubuntu Convergence são grandes ideias que ainda não “pegaram”, mas isto não impediu a Jide de lançar o Remix Singularity, parte essencial do Remix OS for Mobile.

A vantagem da Jide é que o Remix OS é uma das poucas (a única?) soluções de desktop Android que resistiu aos primeiros meses do hype, então tentar a convergência com uma ROM para telefones é um caminho natural. Ainda assim, é uma luta que ninguém conseguiu vencer até agora.

A convergência Ubuntu chegou via BQ

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A Canonical não esperou a MWC para encher o peito e anunciar o BQ Aquaris M10 Ubuntu Edition.

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Relembrando: o Aquaris M10 é um tablet com tela 1920×1200 de 10,1″, SoC quad-core Mediatek MT8163A de 64 bits (quatro cores Cortex-A53), 2GB de RAM, 16GB de armazenamento com microSD, saída micro-HDMI e bateria de 7280mAh.

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Num mundo em que o Continuum chegou na frente, a hipérbole tão ao gosto dos funcionários de Mark Shuttleworth passa a ser “a primeira plataforma a rodar uma interface full-touch e uma interface desktop clássica no mesmo dispositivo”, ou seja, ao se conectar um teclado e mouse Bluetooth, sai a interface Ubuntu Phone e entra a interface Unity clássica; além disso, o sistema suporta, além das scopes e apps Ubuntu Phone, aplicativos desktop Linux clássicos (Firefox, LibreOffice, Gimp etc) recompilados para ARM.

Enfim, eu imagino que no FISL do ano que vem deverão ser vistos vários destes Aquaris M10 Ubuntu Edition. Ou talvez ainda este ano, já que o tablet sai em algum momento de março.

(via)

Canonical e a corrida da convergência

A Canonical estava na frente da corrida pelo Nirvana da Convergência – rodar o mesmo app em telefones, tablets, desktops/laptops e o que mais aparecesse na frente. Tentou com o Ubuntu Edge, mas não deu muito certo.

Aí a Microsoft começou a falar de Continuum e de alguma coisa envolvendo Windows 10 e meio do ano.

Sinal amarelo apertado, e o resultado: Mark Shuttleworth anunciou que teremos um Ubuntu Phone que só precisa de monitor para virar um desktoptalvez para o final do ano.

Continuo acreditando que estão correndo atrás de uma solução em busca de um problema, mas né, vamos que vamos…