Xiaomi Mi A1: a volta do Android One e o espólio dos Nexus

O Google não pode ser acusado de não tentar emplacar o Android One. Se não deu certo na primeira, na segunda, na terceira… vez, tente outra vez.

Melhor ainda… chame a Xiaomi, que se recuperou particularmente na Índia, e entregue o Mi A1: a primeira incursão do Android One a sério na gama média (bateu na trave com a General Mobile e com a Sharp, mas não era tão explícito) com Snapdragon 625, tela 5,5″ Full HD, 4GB/64GB, câmera dupla de 12 megapixels e… Google Android Nougat (sem MIUI, obrigado Google!) com promessa de Oreo ainda este ano e promessa de ser um dos primeiros com Android P(Pudim! Pudim!).

Google e Xiaomi calibraram bem o Mi A1 para que o topo de linha Android One sirva, também, para ocupar o espaço vazio desde o fim da linha Nexus, de aparelhos com Google Android (sei, sei, tem uma ou outra coisa da Xiaomi) a preços mais em conta… e ainda chega antes do rumoroso Nokia 7. Tendo em vista que este blog é viúva da linha Nexus, não estamos reclamando.

O preço, na Índia, está em 14990 rúpias, ou 235 dólares, ou 735 reais.

E, apesar do lançamento ter sido na Índia, o Mi A1 vai ter um lançamento global forte – como tudo da Xiaomi desde 2015, o Brasil foi hugobarrado no baile.

O Android Central tem um preview bem bacana, mas estamos na era dos vídeos instantâneos no Youtube, então divirtam-se.

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Tem dia que de noite é assim, Google…

EDIT: Nas versões mais novas suporta versões mais novas do SMB. Tá tudo bem agora.

Esta semana o Google lançou um cliente Samba “oficial” para Android. Tá, isto deveria estar nativo no SO, mas é melhor que nada.

Quer dizer…

Quer dizer… não, esquece. Deixa pra lá. Porque o cliente Samba “oficial” só suporta SMBv1.

SMBv1 que está sendo extinto à velocidade da luz depois do WannaCrypt e do NotPetya.

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Boa tentativa, Google. Pena que não funcionou.

A Rússia truca a Google

Não que alguém realmente esperasse um resultado diferente dado o clima político do mundo, mas o governo da Rússia impôs uma derrota forte ao Google ao obrigar o desmonte do Google Mobile Services e a fazer uma versão mobile-2017 do Browserchoice.eu.

Uma vitória, claro, da Yandex, que pode usar seu poder de oligarca da internet russa para fazer Putin feliz e garantir que não haverão dados de cidadãos russos fora dos domínios dele. E uma boa notícia para Bruxelas, que está louca para fazer a mesma imposição ao Google na União Europeia.

Dois importantes rescaldos do lançamento dos Pixel Phones

  1. A HTC é mesmo a OEM dos Pixel. OEM no sentido literal: o Google diz o que quer no telefone, a HTC fabrica e bota a marca do Google e pronto; diferente dos tempos de ODM do Windows Mobile para as Qtek da vida.
  2. A linha Nexus morreu mesmo, e não deixa sucessores. A linha Pixel é construída pela divisão de hardware do Google, que, para efeito da divisão Android, é apenas uma OEM a mais. Guardem esta informação para o futuro. E se lembrem que o Pixel NÃO roda “Android puro”, ou “stock Android”, mas sim um skin próprio. (achando que os Android Developer Phones vão ter que ressucitar.)

Os Pixel Phone by Google estão entre nós (e uma observação sobre Brasil)

Contando um lançamento por fotos em tuítes…

…e Daydream VR. E Google Assistant. MUITO Google Assistant.

O texto abaixo foi extraído da newsletter desta semana (que, aliás, você deveria assinar, se já não assinou); a única edição foi trocar de Google Pixel para Pixel Phone (sério, ficar repetindo Pixel Phone by Google o tempo todo não vai rolar).

Bônus: sobre as chances dos Pixel Phone chegarem ao Brasil

Com o grande evento do Google ocorrendo terça, é mais ou menos esperado que surja a especulação sobre se, como e quando os Pixel Phone virão para o Brasil.

Estamos falando apenas do Pixel Phone; outros produtos, como o Google Wifi, tem outra dinâmica de vinda ou não; e me surpreenderia se o Chromecast Ultra não vier.

Do timing de passagem na Anatel

Todos os caça-ovos do SGCH estão procurando os Pixel e Pixel XL; se pegarmos a série histórica das passagens dos Nexus no Brasil, passar antes do lançamento oficial é exceção e não regra.

Do primeiro momento

Os Pixel, no momento do lançamento, certamente ficará restrito aos mercados onde o Google já tem a Store. Alguém viu algum sinal da Google Store no Brasil? Nem eu.

De um momento futuro

A vinda dos Pixel fica dependendo de alguns fatores:

  • Pós-venda: seja por venda direta, seja por venda via terceiros, o Google Brasil já teria que estar em marcha com uma operação de reforço do pós-venda (assistência técnica, troca de produtos etc) para receber os telefones. Não tem nenhum sinal de estar ocorrendo este reforço.
  • Preço:  A HTC saiu do Brasil e não tem nenhuma unidade fabril nem contrato com alguma das montadoras em território nacional;  portanto, quase certamente o Pixel seria importado. Ter que importar um aparelho já caro em dólar, ainda mais com a instabilidade cambial constante, pode ser um obstáculo muito grande.

“Ah, então o melhor é importar?”

Se você quer um Pixel logo que sair, não tem alternativa. Se você pode esperar até uns 3 a 4 meses, melhor, porque fica mais claro se eles virão ou não.

O dia dos Pixels no Android Police

Vamos contar: preço (o Pixel saindo a 649 dólares, ouch), um aparecimento em um comercial da Nest para a Holanda, fotos ao vivo (que batem com as imagens do comercial da Nest) e… a confirmação do dia 4 de outubro. E, sim, é made by Google, a HTC volta às suas origens de OEM, lá nos tempos clássicos do Windows Mobile.

Lembrando que ontem o GCF revelou os modelos dos Pixel e Pixel XL internacional e América do Norte.