Do que chamou nossa atenção no (pré)IFA 2016

ifa_layout_images_logo

A IFA mesmo começa na sexta, mas a ação que nos interessa fica nos dois press days.

O primeiro dos dias foi vencido pela Lenovo por causa do Yoga Book. – o tablet Android (tá, eu sei, pode vir com Windows 10 também) que veio zerar o mundo dos tablets Android (tá, eu sei, pode vir com Windows 10 também).

Já o segundo dia foi da Sony, com o Xperia X Compact – que, como todo Compact, não é nenhuma maravilha, mas praticamente sem concorrente pra quem quer o melhor possível com tela menor que 5″ – e o Xperia XZ – que é o topo de linha da Sony que todo mundo estava esperando… em fevereiro.

Agora podemos falar do resto.

A TP-Link está levado o mercado de smartphones a sério? Parece que sim, porque a linha Neffos ganha os X1 e X1 Max, um pouco mais além do que saiu na CES. Se a TP-Link lançar no Brasil, vai ser interessante vê-la competindo ali no mercado em torno de 1000 reais.

Na feira do Yoga Book, o único outro tablet digno de nota veio da Acer, e não é bem um tablet; o Chromebook R 13 é um Chromebook conversível com especificações capazes de competir com os tablets grandes com Android – e, lembrando, rodando apps Android.

A Samsung foi na IFA falar de Gear S3, que agora tem em modelos Classic e Frontier, com mais cara de relógio e o mesmo Tizen – afinal, os smartwatches são os porta-bandeiras do sistema operacional para a maior parte do mundo.

O jogo da Lenovo, para setembro e além

lenovo-bendable-screens.0.0

O mais interessante da keynote da Lenovo Tech World ainda é demo e foi apresentado por uma youtuber de voz aguda o suficiente pra quase arrebentar tímpanos. Mas smartphones e tablets com telas dobráveis compensa tudo isso.

Do que vai sair em setembro, tivemos:

  • a família PHAB 2 (a Lenovo adora famílias de smartphones) e suas telas de 6,4″, com o PHAB 2 “normal”, o PHAB 2 Plus e o PHAB 2 Pro, o primeiro telefone com o ex-Project Tango, agora Google Tango, que faz seu telefone “reconhecer” o mundo em volta dele – e não por acaso a Lowe’s, cadeia americana de lojas de reforma e construção, foi demonstrar sua animação. Notem que o PHAB 2 Pro vem com o ubíquo Snapdragon 652, o símbolo do 2016 dos supermédios tem força suficiente pra empurrar um telefone ‘mais esperto’.

  • a família Moto Z (“normal” e Force), agora assumidamente topo de linha, sem Play, sem nada que não seja Snapdragon 820, sem nada que não seja pelo menos 4GB de RAM e por aí vai. E os Moto Mods, no Brasil Moto Snaps, que deixou os LG Friends pra trás em termos de modularidade.

Os novos Moto G4 e G4 Plus estão entre nós

motog4

Os Moto G4 e Moto G4 Plus estão na rua na Índia (fuso horário etc) e não devem demorar nada no resto do mundo.

gsmarena_008

Ambos tem tela Full HD de 5,5″ e Snapdragon 617; o Plus tem leitor biométrico, câmera com melhoras, 2/3/4GB de RAM e 16/32/36GB de armazenamento, enquanto o “normal” tem 16/32GB de armazenamento e 2GB de RAM.

É o suficiente para a Motorola manter o cinturão dos médios?

PS.1: Por algum motivo, a Lenovo manteve o Moto G de 5 polegadas, agora como Moto G Play.

PS.2: Saíram os preços no Brasil.

XT 1622 e XT1642 = XT1626 e XT1640 na Moto G4 matemática?

Os XT1626 e XT1640 passaram na Anatel no final de abril, e já tínhamos notado que havia pelo menos um sinal de que poderiam ser os Moto G de 4ª geração.

Enquanto isso, nos EUA, tivemos XT1622 e XT1642 – segundo se fala, Moto G e Moto G Plus (com leitor de impressões digitais). E também pode ser que tenha Snapdragon 617 e 2 ou 3GB de RAM.

Com o lançamento na terça 17, as peças da nova versão do campeão do mid-range Android vão se encaixar.

Do que (até agora) nos interessou na MWC 2016

É quase (alguns tirariam o quase) impossível falar de MWC em um post só, principalmente em um post resumo, ainda mais no meio da feira em si. Mas vamos tentar. E, se precisar, vamos fazer outro post, paciência. (Para facilitar, na medida do possível, falaremos de marcas com presença no Brasil.)

A LG, no ano do “vai ou racha”, apresentou o G5 com diversos amiguinhos. Não satisfeita em colocar praticamente tudo que alguém gostaria de ter num smartphone flagship de 2016, lançou diversos acessórios, incluindo câmera e headset VR e robôs que rolam à la BB-8.
Bom, funcionou com a Samsung em outros tempos. Vamos ver se agora é a vez da LG. Mas eu gostei da solução da bateria removível. Parece um cartucho. E eu gosto de cartuchos. Acho que joguei Atari 2600 demais.

Enquanto isso, a Samsung refinou a fórmula do S6 com o S7 e o S7 Edge: trouxe de volta o microSD e a resistência à água, mas não a bateria removível. E também faltou o USB Tipo C. Por outro lado, menos megapixels por melhores fotos com pouca luz – porque, afinal, era o único motivo pras pessoas ainda comprarem câmeras point-and-shoot.
Não sei se vai ser o suficiente pra trazer de volta o público hardcore que não topou o S6. Mas pelo menos tem microSD de volta. Já é quase a velha Samsung, que dava aquilo que o público nunca teria na Apple.

A Sony não lançou nenhum Z6 (e parece que não vai lançar nenhum Z6), mas em compensação lançou toda uma nova linha: XA, X e X Performance.
O X Performance talvez seja o mais promissor: Snapdragon 820 num tamanho de 5″ (e tela Full HD). Mas é óbvio que, em se tratando de Sony, tem a questão do preço. E a Sony em termos de preço fora da realidade anda decuplicando a meta.

A Alcatel OneTouch, ops agora é só Alcatel, apresentou os Idol 4 e 4S.
Se 2016 será o ano dos supermédios, e tudo leva a crer que sim, não tem problema nenhum uma marca ter um Snapdragon 652 no flagship, caso do 4S.

Pra terminar: A Lenovo deu uma dica do posicionamento da linha Android dela. A ZTE lança um telefone em que a versão Lite tem leitor de digitais e a versão full não tem.

BÔNUS: A Cyanogen lançou o MOD para Cyanogen OS (que não é o CyanogenMod)… que é, basicamente, o veículo para a integração dos apps Microsoft no sistema. Não que isso realmente surpreenda. Acho que o que vai surpreender é se chegarmos no Natal de 2016 e a Microsoft NÃO tiver comprado a Cyanogen Inc.

A Lenovo abre o Moto jogo

Continuamos no assunto anterior.

Três pontos interessantes da entrevista de Chen Lundong, SVP da Lenovo:

  • 15 lançamentos este ano, entre Lenovo e Moto. Ainda está no nível Samsung de quantidade de lançamentos, mas é menos que 2015.
  • Moto como marca high-end. E sem telefones menores que 5″. Moto E leaves the building e acho que o Moto G fica provavelmente só em mercados onde já é forte (América Latina, Europa).
  • Leitor de impressões digitais para todos os Moto. Afinal, a Lenovo era a única que esteve fora de uma das grandes ondas de 2015.

Tem também a volta dos serviços Google à China, em uma versão que não desagrade ao governo.

EDIT: a Motorola vem dizer que não é bem assim.