Família Q6: finalmente a LG retorna à luta da gama média?

Se o G6 recolocou a LG na conversa da gama alta, nada mais apropriado que trazer a linguagem de design do aparelho, trocar o chip por um Snapdragon 435, atochar RAM e armazenamento, tirar umas coisinhas aqui e ali e… vender como Q6+/Q6/Q6α.

Não sei se é o suficiente para recolocar a LG na conversa da gama média, mas pelo menos a LG está tentando seriamente.

Do que chamou nossa atenção na CES 2017

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A CES 2017 começou nesta quinta e vai até domingo, mas – como toda feira que se preza – os anúncios interessantes são antes da feira.

Se tudo hoje em dia tem que ter inteligência e poder computacional, porque não as geladeiras, este ponto central das cozinhas? A Samsung já está na segunda geração de geladeiras com Tizen, e a LG agora se aventura com uma geladeira com WebOS (e Amazon Alexa).

“Ahn, falta bicicleta inteligente!”. A LeEco anunciou suas bicicletas (!) com Android (!!) na CES.

A Asus lançou seu novo Chromebook Flip, e o C302 finalmente gira a tela em 360º. A Samsung lançou dois Chromebooks (Plus e Pro) com Play Store, touchscreen e stylus. O Chrome OS tem um início de ano mais que promissor.

A Endless lançou sua nova linha de computadores, desta vez com foco em mercados de países desenvolvidos; mas continuam lá o Endless OS e a lógica de mini-PCs baratos.

O LG V20 está entre nós

Snapdragon 820, 4GB de RAM, segunda tela, duas câmeras traseiras, leitor de digitais, bateria removível (sem parecer trocar um cartucho) e um jeitão mais parecido com uma iteração do G5mas sem a modularidade do G5.

E, claro, Android 7.0 Nougat de fábrica, evidente que com aquela UX da LG que só a LG gosta na face da Terra.

EDIT: Sim, os LG Friends ficam com a linha G, não chegam na V. E nada se teremos um V20 SE (espero que não tenha).

Enquanto o Note 7 não vem

Amanhã tem Note 7, certo? Então hora de conseguir alguma coisa antes.

A LG, precisando desesperadamente de boas notícias na sua divisão mobile, anunciou que o LG V20 virá em setembro… e não é só isso, será o primeiro não-Nexus a vir com Android Nougat.

Já a Huawei, menos desesperada, lançou na China o Honor Note 8: aparentemente o único motivo da existência deste telefone é ter um tamanho (6,6″) maior que o do Xiaomi Mi Max e do Lenovo Phab 2 (6,4″).

No 2016 dos supermédios, o 65x ganha adjetivos

Ainda no tema 2016 dos supermédios. Agora incluindo adjetivos.

O LG G5 que virá para a América Latina, China e países da CIS (as ex-repúblicas soviéticas, incluindo a Rússia) terá o nome G5 SE.

E a HTC, da qual falamos pouco por estar fora do Brasil, lançou seu novo topo de linha, o HTC 10, com Snapdragon 820, 4GB de RAM e 32 ou 64GB de armazenamento. Mas estamos no 2016 dos supermédios e alguns países do subcontinente indiano, do Sudeste asiático e a China receberão o HTC 10 Lifestyle, com Snapdragon 652, 3GB de RAM e apenas a versão de 32GB de armazenamento – tal e qual o G5/G5 SE, todo o resto fica mantido (câmeras com OIS dual, som de alta qualidade, microSD, USB Tipo C, tela Quad HD de 5,2″ etc etc etc).

(ATUALIZAÇÃO: A HTC Índia agora fala que o Lifestyle tem 820. Tá confuso.)

No 2016 dos supermédios, 65x é o novo 820

Já sabemos que 2016 é o ano dos supermédios: do que intuitivamente entendemos como topos de linha, nas duas primeiras grandes feiras do ano tivemos apenas o Galaxy S7 e o G5 “full”; e se relaxarmos e definimos que basta o Snapdragon 820 ou equivalente Exynos/HiSilicon, somamos o Xiaomi Mi5 e o Sony Xperia X Performance. E isso não é em todos os mercados; se tirarmos o fato da Xiaomi atuar em um número limitado de países, sabemos que em boa parte do mundo não veremos o X Performance e o G5 virá com Snapdragon 652 e 3GB de RAM.

Ou seja, para boa parte do mundo, realisticamente um dispositivo com Snapdragon 65x (Xperia X, G5 H840, até mesmo o Galaxy A9 que – acho – não ficará restrito à China1) será o topo de linha possível.

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O LG G5 latino é lite sem ser Lite

Lembram do LG-H840 que passou esta semana na Anatel? O que era citado com LG G5 Lite, com Snapdragon 652, 3GB de RAM e a mesma tela 5,3″ Quad HD?

Via Xataka Android, somos alertados que os chilenos do Pisapapeles descobriram na MWC que é este modelo que virá como LG G5 (sem o Lite) para a América Latina e outros mercados pelo mundo afora; de bônus, o G5 lite-sem-ser-Lite perdeu o suporte ao visor de realidade virtual LG 360VR.

Não acho que tenha sido uma boa ideia da LG deixar o mercado high-end latinoamericano de 2016 na mão da Samsung. Mas enfim.

Do que (até agora) nos interessou na MWC 2016

É quase (alguns tirariam o quase) impossível falar de MWC em um post só, principalmente em um post resumo, ainda mais no meio da feira em si. Mas vamos tentar. E, se precisar, vamos fazer outro post, paciência. (Para facilitar, na medida do possível, falaremos de marcas com presença no Brasil.)

A LG, no ano do “vai ou racha”, apresentou o G5 com diversos amiguinhos. Não satisfeita em colocar praticamente tudo que alguém gostaria de ter num smartphone flagship de 2016, lançou diversos acessórios, incluindo câmera e headset VR e robôs que rolam à la BB-8.
Bom, funcionou com a Samsung em outros tempos. Vamos ver se agora é a vez da LG. Mas eu gostei da solução da bateria removível. Parece um cartucho. E eu gosto de cartuchos. Acho que joguei Atari 2600 demais.

Enquanto isso, a Samsung refinou a fórmula do S6 com o S7 e o S7 Edge: trouxe de volta o microSD e a resistência à água, mas não a bateria removível. E também faltou o USB Tipo C. Por outro lado, menos megapixels por melhores fotos com pouca luz – porque, afinal, era o único motivo pras pessoas ainda comprarem câmeras point-and-shoot.
Não sei se vai ser o suficiente pra trazer de volta o público hardcore que não topou o S6. Mas pelo menos tem microSD de volta. Já é quase a velha Samsung, que dava aquilo que o público nunca teria na Apple.

A Sony não lançou nenhum Z6 (e parece que não vai lançar nenhum Z6), mas em compensação lançou toda uma nova linha: XA, X e X Performance.
O X Performance talvez seja o mais promissor: Snapdragon 820 num tamanho de 5″ (e tela Full HD). Mas é óbvio que, em se tratando de Sony, tem a questão do preço. E a Sony em termos de preço fora da realidade anda decuplicando a meta.

A Alcatel OneTouch, ops agora é só Alcatel, apresentou os Idol 4 e 4S.
Se 2016 será o ano dos supermédios, e tudo leva a crer que sim, não tem problema nenhum uma marca ter um Snapdragon 652 no flagship, caso do 4S.

Pra terminar: A Lenovo deu uma dica do posicionamento da linha Android dela. A ZTE lança um telefone em que a versão Lite tem leitor de digitais e a versão full não tem.

BÔNUS: A Cyanogen lançou o MOD para Cyanogen OS (que não é o CyanogenMod)… que é, basicamente, o veículo para a integração dos apps Microsoft no sistema. Não que isso realmente surpreenda. Acho que o que vai surpreender é se chegarmos no Natal de 2016 e a Microsoft NÃO tiver comprado a Cyanogen Inc.