Sky, V, Quantum, Mediatek e o futuro

No difícil mercado brasileiro de smartphones de 2017, parte do trágico mercado brasileiro de 2017, a Quantum continua sendo um raro caso de sucesso.

Na terça à noite, a Quantum lançou seus novos topos de linha: Quantum Sky e Quantum V. Já sabíamos da base do hardware do Sky, já o V vem com um projetor embutido – e custa 1799 reais.

Independente da questão se projetor embutido no celular é uma boa ideia ou se é um caso típico de modularização, 1799 reais joga a Quantum para um patamar próximo da gama mais alta… onde acontece um pequeno e desimportante probleminha chamado Mediatek… e a decisão da empresa de responder “compra um telefone novo” a quem pergunta “vai ter versão nova do Android pro chip X?”.

Então, se a Quantum quer vender além das verticais (onde pouco importa estas questões, porque quem vende é quem vai colocar a marca, tipo a Cielo no caso do LIO) e dos concurseiros de parças do Neymar, vai ter que começar a ajudar na pressão em cima da Mediatek feita pelo Project Treble e pela HMD Global (e pelo Google). Talvez a presença do Google na apresentação ajude nisso.

 

Anúncios

Quantum Fly: a briga dos supermédios esquenta de vez no Brasil

Se a Quantum é a representante nacional no mundo das startups de smartphones de custo baixo, faltava um supermédio neste 2016 dos supermédios em que todo mundo tem seu supermédio.

E o Quantum Fly é este supermédio.

fly_destaque_02_azul

Por R$1299 o comprador leva um deca-core Mediatek, 3GB de RAM, 32GB de armazenamento, leitor de impressão digital, Marshmallow de fábrica, 4G, Full HD de 5,2″, câmera com flash dual-tone etc etc etc. É um preço agressivo, que cria um problema para os supermédios concorrentes, e que aquece de vez uma briga que, se seguirmos o padrão de outros países, acabará também gerando um problema para a gama alta.

Müv e Müv Pro: o amadurecimento da Quantum

Hoje foi o lançamento oficial da linha Quantum Müv (o Müv “normal” e o Müv Pro); do que passou na Anatel, a única novidade é mesmo que o Müv Pro tem o mesmo processador do Quantum Go, com o Müv “normal” usando um quad-core de 1GHz.

A grande notícia é, mesmo, o amadurecimento da Quantum; não apenas de chegar à segunda linha de telefones, mas também de posicionamento de mercado, de entrar no meio da briga de cachorro grande.

 

Oysters SF: o Sailfish chega aos médios de 2016

oysters-sf.jpg

Os aparelhos que saíram com Sailfish, tanto da Jolla quanto da Intex, saíram com chips low-end (Snapdragon 2xx) ou mid-end de anos passados, atual super-low-end (4xx); garantem um preço baixo, mas não impressionam num mudo em que praticamente todo mundo lança um médio com Snapdragon 6xx ou equivalente.

Até agora.

Os fãs do Sailfish na Rússia, país em namoro com o sistema da Jolla, agora podem contar com o Oysters SF: equipado com o popular MT6753 (aliás, o mesmo SoC do Quantum GO 4G), tem tela IPS de 5″ (não se sabe se é HD ou Full HD), 2GB de RAM, 16GB de armazenamento, o conjunto 13/5 de câmera, dual-SIM e LTE.

Só falta preço e quando sai na Mãe Rússia.

BQ, Mediatek e os fabricantes de SoCs como vetores de desatualização no Android

Um dos pontos críticos da engrenagem necessária para atualização de qualquer dispositivo é o fabricante do SoC; o nível de integração entre os componentes do chip (CPU, GPU, modem etc etc etc) torna quase imprescindível a sua participação em qualquer tentativa dos fabricantes de dispositivos em atualizar o aparelho, seja por motivos de segurança, seja para receber novas versões.

Por outro lado, os fabricantes estão sob enorme pressão dos consumidores para lançarem atualizações para os softwares dos seus dispositivos, no mínimo, durante a vida útil de mercado do aparelho (em geral, entre 12 e 24 meses); e, para que respondam a este anseio dos consumidores, precisam do apoio do fornecedor do SoC.

E o que acontece quando o fornecedor do SoC não colabora na atualização? Ou pior: o que acontece quando o fornecedor do SoC “puxa o tapete” do fabricante de dispositivos?

Continuar lendo

Algumas notas sobre o lançamento da Quantum

A Quantum chegou. Já estão na Anatel. Startup dentro da Positivo, voltado para o público jovem, venda direta (mas vai ter quiosques pra atingir o público offline e trazê-lo para o online) e um manifesto:

Em termos de especificação, Mediatek octa-core, 2GB de RAM, tela 5″ HD, câmeras de 13 megapixels (traseira) e 5 megapixels (frontal). Android 5.1 só um tiquinho customizado. E…

Ou melhor, R$699 o modelo 3G com 16GB, R$799 o modelo 3G com 32GB e R$899 o modelo 4G com 32GB. É isso mesmo, a Quantum tem um Mediatek octa-core com LTE, o que acredito que seja inédito no mercado brasileiro (LG e Sony também tem Mediatek octa-core com LTE).

Vai ter capinha, cores diferentes e o escambau (só faltou a powerbank).

À espera do Android One no Brasil

Primeiro post da nossa semana de pedidos ao Google.

É verdade que vazou no sábado, mas hoje saíram os primeiros Android One, vindos da Spice Mobile, Micromax e Karbonn Mobiles.

A estratégia de cobrar um pouco mais que o 100 dólares (o limite do low-end) mas dar um telefone com tela maior, com mais memória e capacidade de processamento, e uma versão do Android atualizada, pura e sustentada pelo Google tem tudo para dar certo, especialmente porque o low-end estava precisando de uma chacoalhada dessas (por exemplo, por pouco menos da metade do preço o indiano leva um telefone WVGA de 4″, 256MB de RAM, 512 MB de ROM, câmera frontal VGA e traseira de 2 megapixels, Jelly Bean 4.2.2).

E porque achamos que o Android One precisa desembarcar no Brasil o mais cedo possível em 2015?

Porque o low-end precisa de um chacoalhão não apenas na Índia, na Indonésia, nas Filipinas, no Paquistão, no Nepal e em Sri Lanka. Porque os fabricantes nacionais tem enormes dificuldades de lançar Androids com versões recentes e mantê-los atualizados, mais do que até mesmo a segunda linha dos fabricantes internacionais. Porque Samsung e LG precisam de uma patada bem dada no traseiro para pararem de oferecer o low-end que eles oferecem. E por aí vai.

Mas algum fabricante local (Positivo, Multilaser, DL, Philco etc) precisa se mexer. Ou ser mexido.