O Ars Technica resenha o Android Oreo

Não é uma versão nova do Android sem a resenha de 20 mil palavras de Ron Amadeo para o Ars Technica, né?

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Resenha do dia: Meizu Pro 5 Ubuntu Edition

Sim, os senhores de todos os telefones resenharam o Meizu Pro 5 com Ubuntu. Resenha um pouco menor que o normal (são “só” 8 páginas em vez das normalmente 10), e sobre as conclusões… deixo aqui algumas frases da conclusão.

(…)as a prospective development platform for somebody that is truly invested in Linux and wants to work at its improvement and bright future on mobile devices, there is probably no better place to look at the moment. And, we are confident that to the right person, the Meizu Pro 5 Ubuntu Edition will appeal even in its crude state as an ideal and powerful blank slate for experimenting with new ideas.

As far as most other users are concerned, however, a good analogy for the Meizu Pro 5 Ubuntu Edition would be being handed a katana to use around the kitchen. You probably know about it and how powerful it is, you know true masters can do amazing things with it, yet, all you want to do is cut some salad and you really don’t feel like loosing a hand with an unwieldy tool that looks great but it’s not easy to handle.

Currently, it’s hardly suited as a daily driver on your mobile device, unless you really know what you are getting into.

Jide Remix Mini e Remix OS, parte II: software

Jide Remix Mini com Motorola Lapdock

Este post foi feito em cima do Remix OS 2.0.16, baseado no Android 5.1, o mais atual para o Remix Mini quando este post foi publicado.

O Remix OS surgiu, junto com a Jide, quando apareceu o Ultratablet; um 2-em-1, surfando na onda do sucesso do Surface, que mostrava um Android forkeado e profundamente modificado para ser mais amigável com teclado e mouse. O tablet praticamente não saiu da China, mas o sistema operacional começou a ganhar interessados ao redor do mundo, saciados com o Remix Mini e o Remix OS para PC.

Desktop do Remix OS

O desktop é bem familiar; tem o que se espera de um ambiente desktop ortodoxo (ícones no desktop, menu iniciar, barra de tarefas, atalhos de som/rede/Bluetooth, data/hora, uso do botão direito), algumas dicas importadas do Windows 10 (barra preta, central de notificações, um menu iniciar que não parece vindo do Windows 7) e a bola/Home da barra virtual do Android, fazendo seu papel de voltar para o desktop – ou, com um pressionamento mais longo, de abrir o menu iniciar.

(E como alguém vai perguntar, o triângulo/Back da barra virtual do Android foi para o canto superior esquerdo das janelas enquanto o quadrado/Multitask… quem precisa dele quando se tem barra de tarefas?)

Vários apps no Remix OS

Os apps abrem, por padrão, em modo janelas, podendo ser minimizados, maximizados e fechados com os tradicionais botões; um clique com o botão direito no ícone do app na barra de tarefas permite fazer com o que o app seja reaberto em modo fullscreen, sendo necessário um mouseover para aparecer o chrome da janela. Duplo-clique com o botão esquerdo em cima da barra superior maximiza/desmaximiza a janela.

Chrome e Gmail

O Remix OS não seria um ambiente desktop sem um gerenciador de arquivos; é bem simples, cumpre seu objetivo de copiar e mover arquivos entre pastas e armazenamentos locais (memória interna, pendrives USB). Tem um compactador/descompactador chamado RAR e tem um app de limpeza de memória escondido nos ícones de notificações. Eu REALMENTE gostaria de saber porque todo mundo na China acha que o Android TEM que ter app de limpeza de memória.

A Jide fez um tremendo trabalho de customizar a interface do Android, e conseguiu seu objetivo: o Remix OS é o esforço mais bem-sucedido para fazer o Android se portar como um ambiente desktop. Os apps abrem em janelas, o ambiente é reconhecível como desktop, as coisas estão mais ou menos dispostas de maneira familiar, as teclas e suas combinações fazem o que a memória espera que elas façam na navegação pelo sistema. Com um pouco de tempo, é possível ter uma produtividade bem próxima a de um sistema operacional desktop “nativo”; dependendo da situação, o Remix pode ser tão ou até mais produtivo que um SO desktop, graças a coisas como os Intents.

Pocket em fullscreen

Nem tudo é perfeito, porque alguns problemas aparecem ao longo do uso:

  • Por padrão, o Remix OS “fala” inglês e chinês; para que fale português, é necessário ir em Settings -> Experimental features -> Global languages.
  • A acentuação no Android exige que se memorize Alt-e (acento grave), Alt-i (circunflexo), Alt-c (cedilha), Alt-n (til), Alt-u (trema).
  • Os apps Android não estão preparados para um mundo com teclado e mouse:
    • apps que dependem de pinch-to-zoom precisam que o usuário vá nas features experimentais e ligue o suporte a Ctrl-Alt-click+hold do mouse
    • barra de rolagem não se sabe não se viu, então o mouse estar com a rodinha de rolagem em dia é essencial.

Nenhum desses problemas invalida o que a Jide conseguiu. Não por acaso as pessoas estão empolgadas em rodar o Remix OS em PCs comuns; para quem quer ter a força, a versatilidade e os apps do Android no PC, o Remix OS é a melhor opção.

Jide Remix Mini e Remix OS, parte I: hardware

Jide Remix Mini com Motorola Lapdock

Parecia bom demais pra ser verdade: um PC completo, rodando um Android forkeado para funcionar melhor como um sistema desktop, a partir de 29 dólares no modelo mais barato, e ainda no Kickstarter. Muita gente, inclusive este que vos escreve, achou bom o suficiente pra deixar alguns trocados no crowdfunding. Recordes foram quebrados, os Minis foram entregues, um veio para minha casa e o resto taí.

As especificações do Remix Mini não são nada de fazer cair o queixo: um SoC quad-core Allwinner de 64 bits rodando a 1,2GHz, duas portas USB 2.0, Ethernet, saída HDMI, microSD, e 1GB/8GB ou 2GB/16GB de memória/armazenamento. Por outro lado, estas especificações garantem que o modelo de 2GB/16GB saia na Amazon a 70 dólares, o que é barato em qualquer situação.

Jide Remix Mini e Nexus 5

Traseira do Jide Remix Mini por cima do Nexus 5

A caixa é pequena, simples e só vem com o aparelho, o carregador e um cabo HDMI; o comprador precisa ter monitor, mouse e teclado à mão.

O aparelho não é muito mais sofisticado; os 12,4×8,8×2,6cm não permitem muitas portas – além das já citadas no parágrafo anterior, uma entrada para headphone e a entrada do carregador (sim, ele tem um carregador próprio, guarde-o muito bem!). E para quem perguntou “cadê o botão de ligar/desligar?”, ele é um botão capacitivo, localizado onde está escrito “Remix”.

Fora isso, realmente não há muito mais o que dizer no hardware: é pequeno, é quieto, cumpre seu papel de mostrar a capacidade do sistema operacional. É verdade que qualquer tentativa de, digamos assim, passar uma quarta ou quinta marcha acaba esbarrando nas limitações do SoC e da quantidade de memória; no entanto, no caso do modelo de 2GB, serve bem para um trabalho produtivo mais “padrão”.

Resenha: LinuxShell Terminal Launcher para Android

Introdução

Um dos melhores legados das tão comuns brincadeiras de Primeiro de Abril é o MS-DOS Mobile. Infelizmente é apenas para Windows Phone/Mobile/insira-aqui-o-nome-do-dia, o que tira 90 e tantos porcento das pessoas da brincadeira.

Felizmente uma das vantagens do Android é poder trocar o lançador, e também felizmente existe um lançador de “modo texto” para Android, o Linux Shell Terminal Launcher.

NOTA: se você tem medo de shells e linhas de comando em geral, pare aqui.

Primeiras impressões

Depois de instalar e definir como lançador padrão, somos apresentados à sua tela:

Tela do launcher

Tela do launcher

Sim. É isso mesmo. Não tem ícones, não tem widgets, não tem gaveta paginada de apps, não tem nada disso. Tem o nome do telefone, o shell de comandos, o espaço de saída dos comandos do shell, a quantidade de memória RAM livre (!) e a listagem de um diretório (por padrão, o diretório-raiz do armazenamento padrão).

Dia-a-dia

O melhor amigo do usuário iniciante do Linux Shell Terminal Launcher é o help. Não apenas lista os comandos disponíveis, mas também tem ajuda contextual com help nomedocomando.

Alguns comandos são facilmente memorizáveis: apps lista todas as apps instaladas no aparelho, assoc permite associar mnemônicos a apps, config entra no modo de configuração, install para instalar APKs, uninstall para desinstalar apps, além de todos os comandos para trabalhar com diretórios (cp, mkdir, mv, rm etc)

E, sim, existe um modo de configuração – você entra, faz suas modificações e aplica com apply para voltar ao modo normal do launcher. Na imagem abaixo, a única mudança feita foi trocar o fundo verde por preto (tem que lembrar o número RGB da cor, em hexa.)

Launcher com as cores trocadas.

Launcher com as cores trocadas.

Sobre a utilização

Não tem mistério: é tocar na linha onde está o “>>”, digitar o comando/nome do app/mnemônico definido via assoc e pronto.

Uma dica preciosa: não é necessário digitar perfeitamente o nome do app, o shell é suficientemente inteligente para entender eventuais erros de digitação.

As pedras no caminho

É um launcher extremamente estável… tirando quando se quer executar apps com espaços no nome. Basta errar o espaço e o launcher crasha. Mas é só isso mesmo.

Resultado final

O LinuxShell Terminal Launcher não é um launcher para todos. Certamente não é para a maioria. Nem para tanta gente assim, vamos reconhecer. No entanto, se você quer um launcher rápido, leve e que certamente vai manter, ou aumentar, seu coeficiente nerd, vale o teste.