Sailfish X: é possível ter um Sailfish OS (se você tiver um Xperia X em alguns países)

Na MWC deste ano, a Sony e a Jolla anunciaram uma parceria para levar o Sailfish a alguns telefones Xperia, começando pelo Xperia X, o reboot da linha de telefones da empresa japonesa, que também estava saindo na mesma feira (que em Xperia-time, é duas gerações atrás).

Depois de um ano inteiro de trabalho, a Jolla finalmente anuncia o início das vendas do Sailfish X, o Sailfish OS para Xperia X (para daqui a duas semanas).

Vai custar 49,90 euros, vai estar disponível em alguns países da Europa (e talvez EUA e Canadá), algumas coisas ainda não estão funcionais (Bluetooth, leitor de digitais etc), e ainda falta cumprirem a promessa de liberarem o código (mas daqui a duas semanas alguém cobra).

Anúncios

Do que chamou nossa atenção na (pré)IFA 2017

ifa_layout_images_logo.png

Sempre a pré-IFA, que são os press days, são mais interessantes que a IFA em si… mesmo sendo uma IFA em que nada de surpreendente aconteceu.

Porque estamos perto do Natal, e a IFA é uma feira enorme e que não é centrada em smartphones e tablets, é a hora perfeita de mostrar algumas atualizações: a Samsung anuncia novas versões dos seus wearables Tizen (este ano, Gear Sport e Gear Fit2 Pro), a Acer anuncia um novo Chromebook (este ano, uma nova versão do Chromebook 15), a LG anuncia novo topo de linha da série V (o V30 não tem mais segunda tela e o outro chaebol adota a tática da Sony de duas iterações anuais do seu topo de linha), a Sony atualiza mais uma vez seus topos de linha (voltou o Compact, oba!) e sua gama média, a volta da linha Moto X (e depois de dois anos de ausência, e da maneira Lenovo de fazer as coisas), uma edição especial do Blackberry KeyONE (a “Black Edition”)…

Mas volta e meia tem coisas inesperadas acontecendo…

Do que chamou nossa atenção no (pré)IFA 2016

ifa_layout_images_logo

A IFA mesmo começa na sexta, mas a ação que nos interessa fica nos dois press days.

O primeiro dos dias foi vencido pela Lenovo por causa do Yoga Book. – o tablet Android (tá, eu sei, pode vir com Windows 10 também) que veio zerar o mundo dos tablets Android (tá, eu sei, pode vir com Windows 10 também).

Já o segundo dia foi da Sony, com o Xperia X Compact – que, como todo Compact, não é nenhuma maravilha, mas praticamente sem concorrente pra quem quer o melhor possível com tela menor que 5″ – e o Xperia XZ – que é o topo de linha da Sony que todo mundo estava esperando… em fevereiro.

Agora podemos falar do resto.

A TP-Link está levado o mercado de smartphones a sério? Parece que sim, porque a linha Neffos ganha os X1 e X1 Max, um pouco mais além do que saiu na CES. Se a TP-Link lançar no Brasil, vai ser interessante vê-la competindo ali no mercado em torno de 1000 reais.

Na feira do Yoga Book, o único outro tablet digno de nota veio da Acer, e não é bem um tablet; o Chromebook R 13 é um Chromebook conversível com especificações capazes de competir com os tablets grandes com Android – e, lembrando, rodando apps Android.

A Samsung foi na IFA falar de Gear S3, que agora tem em modelos Classic e Frontier, com mais cara de relógio e o mesmo Tizen – afinal, os smartwatches são os porta-bandeiras do sistema operacional para a maior parte do mundo.

O futuro regional da Sony Mobile

A Sony Mobile já teve dias melhores; nos últimos tempos, estava acumulando perdas de mercado e de dinheiro. A reestruturação da divisão da Sony está em marcha, e algumas coisas apareceram na apresentação para investidores. E o destaque foi esta lâmina da apresentação:

sony-mobile-ir-day-2016_5-640x3621

Já sabíamos que a Sony Mobile iria se tornar um player de nicho, atuando no mercado high-end; agora sabemos que a Sony Mobile irá se tornar um player regional, atuando no Japão (e provavelmente Taiwan e Hong Kong, já que na Coreia não atua mesmo), (em partes da) Europa e no Oriente Médio (entendendo como as ricas monarquias do Golfo).

A decisão de sair dos sempre ultra-competitivos (e pouquíssimo lucrativos) mercados de volume torna fácil entender a quase-retirada de China, Índia e Brasil; mais interessante é que a Indonésia, também mercado de volume, pode ter ganho uma segunda chance dentro dos mercados de “manter” (América Latina e Ásia-Pacífico). No caso da quase-retirada do difícil e sempre estratégico mercado dos EUA, talvez a Sony nunca tenha focado mesmo.

Não se sabe se todas estas decisões vão transformar a Sony Mobile na marca de smartphones premium que os japoneses almejam ser; o que desconfio é que, se não der certo, num próximo Investor Day seremos informados que a Sony Mobile seguirá os passos de Fujitsu, NEC Casio e outras e se limitará a ser uma marca japonesa.

No 2016 dos supermédios, 65x é o novo 820

Já sabemos que 2016 é o ano dos supermédios: do que intuitivamente entendemos como topos de linha, nas duas primeiras grandes feiras do ano tivemos apenas o Galaxy S7 e o G5 “full”; e se relaxarmos e definimos que basta o Snapdragon 820 ou equivalente Exynos/HiSilicon, somamos o Xiaomi Mi5 e o Sony Xperia X Performance. E isso não é em todos os mercados; se tirarmos o fato da Xiaomi atuar em um número limitado de países, sabemos que em boa parte do mundo não veremos o X Performance e o G5 virá com Snapdragon 652 e 3GB de RAM.

Ou seja, para boa parte do mundo, realisticamente um dispositivo com Snapdragon 65x (Xperia X, G5 H840, até mesmo o Galaxy A9 que – acho – não ficará restrito à China1) será o topo de linha possível.

Continuar lendo

Do que (até agora) nos interessou na MWC 2016

É quase (alguns tirariam o quase) impossível falar de MWC em um post só, principalmente em um post resumo, ainda mais no meio da feira em si. Mas vamos tentar. E, se precisar, vamos fazer outro post, paciência. (Para facilitar, na medida do possível, falaremos de marcas com presença no Brasil.)

A LG, no ano do “vai ou racha”, apresentou o G5 com diversos amiguinhos. Não satisfeita em colocar praticamente tudo que alguém gostaria de ter num smartphone flagship de 2016, lançou diversos acessórios, incluindo câmera e headset VR e robôs que rolam à la BB-8.
Bom, funcionou com a Samsung em outros tempos. Vamos ver se agora é a vez da LG. Mas eu gostei da solução da bateria removível. Parece um cartucho. E eu gosto de cartuchos. Acho que joguei Atari 2600 demais.

Enquanto isso, a Samsung refinou a fórmula do S6 com o S7 e o S7 Edge: trouxe de volta o microSD e a resistência à água, mas não a bateria removível. E também faltou o USB Tipo C. Por outro lado, menos megapixels por melhores fotos com pouca luz – porque, afinal, era o único motivo pras pessoas ainda comprarem câmeras point-and-shoot.
Não sei se vai ser o suficiente pra trazer de volta o público hardcore que não topou o S6. Mas pelo menos tem microSD de volta. Já é quase a velha Samsung, que dava aquilo que o público nunca teria na Apple.

A Sony não lançou nenhum Z6 (e parece que não vai lançar nenhum Z6), mas em compensação lançou toda uma nova linha: XA, X e X Performance.
O X Performance talvez seja o mais promissor: Snapdragon 820 num tamanho de 5″ (e tela Full HD). Mas é óbvio que, em se tratando de Sony, tem a questão do preço. E a Sony em termos de preço fora da realidade anda decuplicando a meta.

A Alcatel OneTouch, ops agora é só Alcatel, apresentou os Idol 4 e 4S.
Se 2016 será o ano dos supermédios, e tudo leva a crer que sim, não tem problema nenhum uma marca ter um Snapdragon 652 no flagship, caso do 4S.

Pra terminar: A Lenovo deu uma dica do posicionamento da linha Android dela. A ZTE lança um telefone em que a versão Lite tem leitor de digitais e a versão full não tem.

BÔNUS: A Cyanogen lançou o MOD para Cyanogen OS (que não é o CyanogenMod)… que é, basicamente, o veículo para a integração dos apps Microsoft no sistema. Não que isso realmente surpreenda. Acho que o que vai surpreender é se chegarmos no Natal de 2016 e a Microsoft NÃO tiver comprado a Cyanogen Inc.

Sony Xperia Z5/Z5 Compact/Z5 Premium: três flagships para o final de 2015

Finalmente temos um flagship de verdade na Sony neste ano da graça de 2015. Ou melhor, três: Z5 Compact, Z5 e Z5 Premium e sua tela 4K.

Vamos repetir. O Xperia Z5 Premium tem uma tela 5,5″ de resolução 3840×2160. 4K em tela 5,5″ dá 806ppi. O Z5 “normal” tem “só” Full HD em 5,2″ e o Z5 Compact tem “só” HD em 4,6″.

Depois de levar um 4K nas fuças, deixo o resto das especificações e comparações e etc aqui.

O curioso caso do Xperia Z4, o flagship de um só país

A Sony anunciou o Xperia Z4 escondidinha no Japão, quase clandestinamente. Tem diversos motivos para fazer isso: é, na prática, um Z3 com o questionado Snapdragon 810 – e, no mercado ocidental de smartphones do segundo trimestre de 2015, ter tela Full HD torna questionável o título de flagship (embora o resto esteja em linha com a concorrência).

Até que você entende que o alvo não é eu e você, mas sim o mercado japonês (antes que comprem Samsung). E tudo faz sentido.