Nokia 3310 4G e Reliance Jiophone: os featurephones alcançam o paraíso do LTE

De maneira bem discreta, a HMD Global anunciou o Nokia 3310 4G na China.

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Além de LTE, Wifi e VoLTE, o Nokia 3310 4G conta com o YunOS, o fork AOSP da Alibaba, como sistema operacional, em vez do Series 30 das versões 2G e 3G; isso não significa que o Nokia 3310 4G seja um smartphone, mas sim um featurephone que roda um SO que suporta LTE.

(Certamente saberemos na MWC, quando a HMD lançar o 3310 4G para o resto do mundo, se o YunOS vai ser substituído na versão global do telefone)

Aliás, o Nokia 3310 4G não é o primeiro featurephone com LTE; o Jiophone, carro-chefe do espetacular sucesso da Reliance Jio na Índia, roda o KAI OS, que é… um fork do falecido Firefox OS.

Afinal, os featurephones precisam migrar para o LTE, certo? 5G tá aí, as operadoras querem fazer refarming das redes GSM e 3G… e nada como usar versões menores dos SO de smartphones que já existem.

 

5 anos em que vivemos num mundo comandado pelo Raspberry Pi

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Desde 29 de fevereiro de 2012 estamos na Era do Raspberry Pi. A pequena framboesa de Cambridge superou e muito sua ideia original de ser uma maneira de fazer estudantes se interessarem por ciência da computação: ajudou a criar a explosão dos makers e do IoT, mudou nossa percepção sobre o que é um computador, fez as pessoas normais se interessarem por SBCs e placas de desenvolvimento, obrigou a todo mundo (até a Intel!) a correr atrás (e não chegar), caiu nas graças também de sysadmins ao redor do mundo, permitiu que gente comum pudesse fazer coisas que, de outra maneira, não fariam. Mudou o mundo.

E tem maneira melhor de comemorar o 5º aniversário que lançar coisa nova? Não tem, né? Por isso apareceu o Pi Zero W; pelo dobro do preço do Pi Zero – ou seja, 10 dólares – o pequeno Pi Zero ganha Wifi e Bluetooth, o que significa que não há mais desculpa financeira pra ligar o que quer que seja à internet (se o ESP8266 não fosse suficiente).

E, agora, teremos um período de estabilidade em hardware, com a Raspberry Pi Foundation focando em software.

Crowdfunding do dia: Gemini, PDA com Linux e Android

O designer dos Psion 3 e 5. O design dos Psion 3 e 5. O PDA com teclado que definiu todos os PDAs com teclado está de volta – e, como estamos em 2017 e PDA é um produto de muito nicho, está no Indiegogo. Rodando Android e Linux, com versões Wifi e Wifi+LTE.

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(via El Reg, óbvio, tem poucas coisas mais inglesas na computação que Psion)

A vida e as aventuras do Raspberry Pi 3 Model B

Nos 4 anos de vida do Raspberry Pi, o pequeno computador originalmente de uso educacional acabou ganhando dois usos bem distintos, algumas vezes contraditórios entre si: como um pequeno desktop e como centro de dispositivos IoT.

O Raspberry Pi 3 saiu hoje, 4º aniversário do lançamento do Raspberry Pi original, para manter o equilíbrio entre todos estes múltiplos usos.

Pelo já famoso preço de 35 dólares, o Raspi 3 refina o Raspi 2 com um novo SoC (BCM2837, quad-core Cortex-A53@1,2GHz), Bluetooth Low Energy e Wifi bgn, mantendo todo o resto (1GB de RAM, GPIO com suporte a HAT etc).

A mudança para um SoC de 64 bits já deve ser o suficiente para evitar qualquer dúvida não apenas sobre o uso como desktop mas também – e isso é importante no caso do IoT – sobre a capacidade de manter o software atualizado num mundo ARM migrando dos 32 para 64 bits (embora a Raspberry Pi Foundation diga que vai ver se vale a pena mudar o Raspbian para 64 bits etc).

E, apesar da concorrência cada vez maior (desde a Hardkernel, que lançou coisa hoje pra não ser esquecida, até desktops como o Remix Mini), o Raspi 3 continua sendo o padrão. E, certamente, continuará assim com o Raspi 3 e seus futuros parentes (Raspi 3 Model A e Raspi Compute Module 3).